segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

UM PEDREIRO, UM MÉDICO, UM PROFESSOR

Eis três exemplos bem escolhidos pelo nosso Procurador-geral da República para assegurar que todos, tal como um político ou um ministro, serão investigados exactamente da mesma forma.
E com tranquilidade.
À moda de Paulo Bento.
O que, parecendo que não, nos deixa a todos, por tabela, muito mais tranquilos.
Todos, é uma maneira de dizer.
Os pedreiros a partir de agora já sabem as linhas com que se cozem. Nomeadamente o sr. Arménio que está encarregado de fazer umas obras de remodelação cá em casa e que, a julgar pelo dinheirão que me vem extorquindo há meses (para material, diz ele), deverá ter também umas contas acrescentadas em Gibraltar ou nas paradisíacas ilhas Cayman ou assim, fugindo descaradamente aos impostos como é bom de ver.
Estou para ver o rigor da investigação quando eu apresentar queixa.

Quem diz pedreiro diz médico, o que me remete imediatamente para o dentista que, de cada vez que me trata um dente, divide a coisa por 235 pequenas sessões, cada uma ao preço duma consulta normal. Bem sei que se eu não exigir recibo ele abate 5 Euros no total mas, ainda assim, é outro de quem eu suspeito fortemente que ande a lesar o Estado.
Vai uma investigaçãozinha, Senhor Procurador?

Quanto ao professor do meu neto do meio, já tenho muito menos dúvidas.
Sei que se eu for bufar a quem de direito que ele anda a contar anedotas porcas sobre engenheiros técnicos da nossa praça, não só sai investigação a toda a mecha como se suspende imediatamente o suspeito, das suas funções.

Do que ainda continuamos à espera é que ponham finalmente no pelourinho o Juíz Rui Teixeira, esse infame perseguidor de inocentes deputados.
Enquanto isso, o pessoal de Almada saberá aplicar-lhe uma bela bofetada de luva branca quando se deslocar em massa às urnas e eleger o Dr. Paulo Pedroso para presidente da sua Câmara Municipal.

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18 comentários:

Maria disse...

Puxa, isto hoje é "dose concentrada"... à boa maneira do "ecos" de boa memória...
Na mouche, como é hábito.

Beijinho, Ana

salvoconduto disse...

Ai se eu sabia! O Sr. Laranjeira levou-me couro e cabelo nas obras que fez cá em casa! E ainda por cima deisse logo à partida que só fazia as obras a contado, qual cheque qual meio cheque dizia ele. Se eu sabia que Pinto Monteiro era uma homem tão decidido quem encalacrava o Larajeira era eu!

Ana disse...

Maria:
O senhor procurador é sempre uma grande fonte de inspiração...
:)))
Beijinho

Ana disse...

Salvo:
Que isto te sirva de exemplo para a próxima.
Nesta vida, todos os dias aprendemos alguma coisa útil...

Abraço

correio-mór disse...

Acho que é preciso ver um pouco mais além. O senhor PGR é homem subtil,apesar da linguagem nem sempre esmerada.
Quando diz pedreiro está a pensar maçon.
Médico é todo aquele que nos trata da saúde, podendo por isso até ser engenheiro, mesmo se duvidoso.
Professor é o anarquista que recusa a inquisição Lourdesca.
No fundo, o frontal PGR apenas quis lembrar que ninguém está acima da Lei.
Há é quem se esgueire entre os parágrafos habilidosos do Código.
Por fim, há que elogiar a coragem (descaramento, provocação, despautério?) de Paulo Pedroso ao enfrentar (finalmente) um júri popular que o vai julgar.
Sim, porque o povo de Almada não irá fazer a avaliação do professor de Moral canonizado no Parlamento, mas sim o que julga ser a Justiça que faltou no caso Casa Pia.

Cris Caetano disse...

Eu não quero te assustar, mas a obra das casas de banho aqui de casa se arrastaram e o gasto foi um dinheirão. Vou ficar de olho a ver onde eles vão passar as férias esse ano, será provavelmente numa ilha paradisíaca qualquer.
A médica foi de férias e fiquei órfã e tive de fazer uni-duni-té no livrinho do plano de saúde e ir à outra; e me deixa quieta sobre o que os médicos costumam ganhar de presente.

Ahan, ahan!!!

Beijinhos

P.S.: e a palavra que surge na tua verificação de palabras do blogspot é ¨infecin¨, terá algo a ver com alguma coisa? ;)

Ana disse...

Correio-mór:
Tem uma certa lógica.
Pensando-se em Freeport, vem o freemason à ideia.
E sai o ´"pedreiro", o que pode ser o chamado "acto falhado"(há quem diga "falho"), se ele pertencer também a uma qualquer loja.
Lá se vai a minha esperança de processar o Arménio.

Em suspense ficamos até ao dia das eleições.
Será bonito assistir a alguns momentos da campanha, desde que haja microfones ligados.
Ou então lá teremos de comprar o Correio da Manha para ficarmos devidamente informados.
Como dizem os entendidos, prognósticos só no final do jogo.

Abraço

Ana disse...

Cris:
Eu também não te quero assustar mas essa tosse é sinal de que deverás ir à medica (não estou a mandar-te a nenhum sítio feio, nota bem) com uma certa urgência.

Não faço a menor ideia do que falas quando referes o "infecin".
Só pode ser mais uma tratantada do HaloScan...
:)))
Beijinho

Duarte disse...

Que segunda feira! Dás mesmo em cheio "al que le duela que se rasque". Não estamos num país democrático? Pois queira ouvir que afine bem os ouvidos, que a minha amiga Ana não tem papas na língua.
Parabéns por chamar às coisas pelo seu nome.

Abraços de compensação

Ana disse...

Duarte:
Brincando com coisas sérias, sempre se atiram umas farpas...

Abraço

poetaeusou . . . disse...

*
Não tenhas duvidas,
loja e de centro comercial...
o grande horizonte,
que se espalha aos meus olhos,
horizonte da nação lusitana,
com aventais ao sol,
e começam a chegar á casa
os pedreiros livres, da chuva ...
pobre país, pobre não rico,
para sustentar esta corja,
e no final da próxima
legislatura, 2014, findam os
fundo, repetir-se-á o fim
do ouro do brasil, com uma
pequena nuance, nem temos um
puto com 16 anos, sebastião,
a invadir o maigrebe com
armaduras de ferro em pleno
deserto, nem os filipes, estão
interessados na nação lusa, como
os intelectuais espanhóis nos tratam, aliás, os filipes sem
batalharem já nos estão há muito,
a sacar os despojos,
Será uma mercearia Ibérica ???
,
conchinhas gaivotadas, deixo,
,
*

Luis Eme disse...

pois... gostei especialmente da parte final.

como diz o outro: já bebes...

(em Almada os manos não valem...)

abraço Ana

Cris Caetano disse...

hehe, explico: aqui nos teus comentários existe uma coisa chamada ¨verificação de palavras¨ e a palavra que eu devia copiar para o meu comentário ser aceito era ¨infecin¨. Tem nome de remédio e como eu falava de médicos e andei chateada a procura de um porque o meu se bandeou em férias, achei que era uma coincidência nada simpática. hehe

A palavra do momento é ¨miliz¨, muito mais simpática que ¨infecin¨. E lá vou eu escrevê-la pro meu comentário explicativo ser aceito. :)

Beijinhos

Ana disse...

Poeta:
Hoje estás muito mal disposto.
Aventais? Mercearias? Corja?
Que não te ouçam, ou ainda te assiscas a que te fechem o estaminé...

Abraço

Ana disse...

Luis:
Eu então gostei especialmente da expressão usada para te dirigires, em pensamento, ao nosso herói...

Abraço

Ana disse...

Cris.
Não ligues.
Eu ontem estava louríssima!
Pois claro que aqui também há a mesmíssima "verificação".
Ùltimamente tenho reparado que em vez de letras ao acaso, passaram geralmente a formar palavras.
A tua associação de ideias estava certíssima.
Isso até era um bom nome para antibiótico...

Beijinho

Ze_Cuscopos disse...

Cara vizinha Ana,

Combinação explosiva de profissões.

No entanto, estando em Portugal, o mais certo é que, ainda que careiros, quando precisarmos de algum dos exemplares não os tenhamos à mão.

Nesse caso, tendo em atenção a forma de Governo que escolhemos, a única maneira que temos para solucionar a aflição é o recurso a um Procurador-Geral... da República.

Que os achará, nem que para tanto demore uns anitos...

À Sua!!!

Hic Hic Hurra

Ana disse...

Caro Zé:
Uns anitos, sim senhor.
Neste abençoado país, tudo leva uns anitos, com excepção do fisco que é pior do que o Pepe rápido...

À sua!