quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

FADO "CAMPANHA NEGRA"

Música do fado BARCO NEGRO.
Fadista: político sobejamente conhecido.

REFRÃO:
Eu sei, senhor meu tio
Que nem chegaste a partir
Telefonou-te a Cabrita
E já não pudeste fugir...
BIS

De manhã, sem medo de algum DVD
Almocei mais cedo e fui à TV
Logo o Silva Pereira me veio ajudar
E com o Mário Crespo foi desconversar
Logo o Silva Pereira me veio ajudar
E com o Mário Crespo foi desconversar

Vi depois nos jornais a campanha
Uma campanha negra feita só de manha
Vi insídia, traição, muita palavra ôca
Só sei dizer que essa gente está louca

Está louca.....Está louca...

REFRÃO:
Eu sei, senhor meu tio...etc.

Em duas revistas, nesta Quinta-feira
Está toda a cabala e só se lê asneira
Mas eu sou selvagem, não me esquivo à luta
E vou acabar com esses filhos da "fruta"
Mas eu sou selvagem, não me esquivo à luta
E vou acabar com esses filhos da "fruta"

Ah, ahá há há há, há há...
Hum, humhum hum hum hum, hum hum...

REFRÃO:
Eu sei, senhor meu tio...etc.

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23 comentários:

salvoconduto disse...

Eu essa canção não canto porque o meu tio, pelo menos esse, sei que não tem culpa, agora o outro, é filho da fruta...

Ana disse...

Salvo:
Se é bem verdade que não se escolhe a família, podemos, pelo menos, alegrar-nos quando não pertencemos a uma família como esta...

Abraço

secreto de port disse...

A família já não é o que era dantes, só nos traz chatices.
Vejam o que sofreu o pobre(?) Jardim Gonçalves ao perdoar uma bagatela ao filhote.
Lembrem-se dos amargos de boca do tio Isaltino por mor do sobrinho que é chofer de táxi na Suíça.
E agora o impoluto José a quem o tio de Cascais veio arrastar na lama.
Não há dúvida, anda tudo ó tio, ó tio...

vasco tolhido mas valente disse...

Eu não percebo nada de marketing político, mas julgo a estratégia de Sócrates um tremendo equívoco ou uma tentativa desesperada.
Se eu estivesse no seu lugar limitar-me-ia a dizer uma vez, uma única vez, mais ou menos isto:
"Meus senhores, não cometi a menor ilegalidade. Ponto final. Que a Justiça siga o seu curso que eu sigo o meu que é governar Portugal em tempo de crise."
E mais nada.
Quem não deve não teme.

Será que o burro sou eu?

Ana disse...

Secreto de Port:
Precisamente.
Como dizia alguém recentemente (Ricardo Costa, se não falho), quem tem familiares destes não precisa de inimigos.
Fico sempre muito contristada cada vez que penso nestes pobres cidadãos que nem na família podem já confiar.
Ainda se há-de descobrir algum familiar desonesto do Vale e Azevedo, a quem caberá a responsabilidade de todas as trafulhices.

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Vasco Tolhido mas Valente:
Desculpará que lhe diga mas, assim tolhido (como constato ás Sextas-feiras, na TVI), o meu amigo, entre a pergunta - "posso dizer a frase?"- e chegar ao fim da mesma, é capaz de precisar de levar com o "desfibrilador implacável".
Se não me leva a mal a observação.

Abraço

Cris Caetano disse...

¨Filho da fruta¨ é uma expressão nova aqui por esses lados. ;)
Minha sábia avó já dizia: ¨parentes são os dentes e às vezes mordem a língua da gente¨.

Beijinhos

renato palmatori disse...

No meio disto tudo, salva-se a descoberta da imaginação linguística dos nossos artistas televisivos.
Ontem, a magistrada Cândida Almeida foi a vedeta omnipresente nos inúmeros canais que esgotam a informação.
Pois a nossa magistrada fartou-se de falar em "Garantismo" e medidas "garanticistas".
Dantes dizia-se proporcionar, dar, oferecer garantias. Hoje há garantismo.
A asneira e a presunção deviam garantir prisão de língua ou de ventre...

renatito disse...

Mais garanto que o tio de Sócrates é uma boa encomenda. Primeiro lança o sobrinho na arena da suspeita e agora vem elogiar o Zezito.
Só faltou lembrar -lhe a velha melodia:
-Josezito já te tenho dito que não é bonito ires ao Freeport...

rodrigo disse...

Este "pinocchio" já ia bem com um foguetão metido num sítio que eu cá sei e mandado para as ilhas caimão.

Ana disse...

Cris:
As avòzinhas conhecem bem a vida.
Eu, que já pertenço à classe, continuo a aprender em cada dia que passa...

Beijinho

Ana disse...

Signore Renato:
Olhe que esse velho método da palmatori, etc e tal, está muito mal visto no Ministério da Educação(?).
Só os alunos estão autorizados a usá-la nos narizes dos professores.
Nas auxiliares também é permitido.

A Dra. Cândida Almeida, coitada, sofre de incontinência não a nível abdominal, digamos assim, mas verbal.
É maleita epidémica que com facilidade atinge magistrados do MP e membros do governo.
Aliás, a promiscuidade entre uns e outros é tanta que o contágio é inevitável.

Outro que também deveria estender a mãozinha à sua "palmatori" é o nosso minitro da Agricultura (e pescas) que de Português também pesca muito pouco.
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Renatito.
Foi um momento alto da entrevista da Manelita MM ao tio Julinho.
O próprio Zezito terá ficado de lágrima ao canto do olho.
Eu garanto que fiquei.
Embora no meu caso, tenha sido mais de hilaridade, tal como 80% dos portugueses que assistiram à entrevista.
Depois vem o outro dizer que é do(a) Parkinson...

A tal velha cantiguinha foi a primeira coisa que me veio à cabeça, mal o tio Júlio se saíu com o diminutivo...

Chora agora, Josezito, chora...

Abraço

Ana disse...

Rodrigo:
Quanto a mim, essa medida será um tanto drástica embora haja, decerto, muito boa gente a pensar o mesmo...

Abraço

zezito disse...

Lembro-me de o cinéfilo bigodinho de Jaime Silva ter estremecido quando o ministro da hortaliça, na mesma tirada, disse "póssamos" e "vênhamos".

Dou todo o garantismo da veracidade do que afirmo...

Ana disse...

Zezito:
Escusava o menino de dar o seu "garantismo", ora essa!
Muitíssimo bem me lembro eu dessa brilhante tirada, atirada para o microfone de uma reportagem de exterior.

Outra que me ficou para sempre no ouvido foi o "hádem", proferido pelo nosso mota-engiloso Coelhone.

São pérolas a guardar religiosamente entre as tralhas do nosso sótão.

ai mouraria disse...

Ana,
Será por causa deste Barco Negro que o Zezito fala de campanha negra?
Outro fado da grande Amália tem por título "Perseguição".
E no inesquecível "Amália", ela acaba dizendo "Amália não sei quem é".
O mesmo faz o senhor Manuel Pedro quando confessa nunca se ter encontrado com o nosso Zezito.
Será isto "uma caUsa portuguesa"?
Há quem garanta que nem às paredes confessa. Por mim, acho que é uma estranha forma de vida e penso que o melhor é dar de beber à dor...

Ze_Cuscopos disse...

Cara vizinha Ana,

Ainda me estou a rir!!!

É um triste fado, sem dúvida, mas, por incrível que pareça, faz-nos rir de forma compulsiva!

Acabando tudo bem, ou seja, em família...

À Sua!!!

Hic Hic Hurra

rittinho disse...

Como perguntar não ofende, e já que estamos nos fados, será que a Casa da Mariquinhas é a Casa Pia?

Ana disse...

Ai Mouraria:
Por muito que isso repugne aos nossos intelectuais, a verdade é só uma: somos um povo de fadistas.
E cá temos o nosso Zezito que, não só é um fadista profissional, como está rodeado de colegas da arte, uns mais afinados do que outros.
Todos esses fados que indica fazem parte dos seus repertórios.
Talvez com excepção do "vou dar de beber à dor" que ainda está na fase de ensaio.
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Rittinho:
Ao menino, dava-lhe mais jeito que fosse a "casa dos mariquinhas", aposto.

Vá trabalhar maj é, como aj pexoas!

Ana disse...

Zezito_Cuscopos:
Espero que não se ofenda se eu o tratar hoje, assim, com esta familiaridade, mas já o considero quase um sobrinho.
E depois é a influência ternurenta desta semana que hoje acaba.
Para a próxima já estou melhor.

Prevê-se que a maratona de fados choradinhos vá continuar durante os tempos mais próximos.
Não aqui, mas em retiros mais conceituados.

À sua!

E vá também dando de beber à dor.

Maria disse...

Deliciosa criatura que escreve fados assim...
Já tens cantador?
:)))
O que eu me ri aqui, Ana...
Obrigada

Beijinhos

Ana disse...

Maria:
O cantador oficial disse hoje para uma câmara de televisão que não tem mais nada a "cantar".
De maneira que fiquei assim como quem diz, descalça...
:)))
Beijinho

poetaeusou . . . disse...

*
Campanha Negra, Sim . . .
,
o Mantorras
joga 17 minutos, os
primeiros do campeonato
marca um golo e com um
joelho a menos, temos que
fazer uma campanha de gratidão,
e raça negra é negra,
não é isso ? o quê ?
háááá . . .
tenho que cantar ?
.
mãe negra
não sabe não,
vive na mesma sanzala
onde viveu seus avós . . .
no tempo do Salazar
iam parar a Rilhafoz,
,
conchinhas branquinhas,
,
*

Duarte disse...

Grande, sim, muito grande!

Com que arte enlaçaste os fins que perseguias, a isso também se chama arte: criativa.

Beijinhos de apoio total