terça-feira, 13 de janeiro de 2009

GUERRINHAS SANTAS


Em Inglaterra, uma associação intitulada BRITISH HUMANIST ASSOCIATION decidiu gastar a módica quantia de £130.000 (libras), recolhida em donativos dos seus sócios, para fazer circular pelo país 600 autocarros ostentando o slogan
"THERE'S PROBABLY NO GOD. NOW STOP WORRYING AND GET ON WITH YOUR LIFE."




Respon-
dendo
assim,
taco a taco,
à organiza-
ção cristã

WWW.JESUSaid.org
que já em Outubro passado se tinha lançado à conquista de novos crentes por meio deste original recurso.
Uma guerrinha santa mas não sangrenta (até ver).

E já que a crise está aí, os senhores humanistas entendem que o momento é para gozar a vida e deitar as preocupações para trás das costas.
Bem visto.


Se algumas palavras recordam a uns tantos o velho livro de Dale Carnegie, para outros a inspiração veio de Bobby Mc Ferrin e do seu "Don't Worry, Be Happy".
Whatever.

Já a frase inicial parece indicar fracas convicções.
Ó senhores, o que está ali a fazer a palavra "PROBABLY"?
É isto que me confunde.

Parece que já não se fazem ateus como antigamente.

***************************************

16 comentários:

Maria disse...

"Probably" não há...
Tens razão, dantes os ateus eram mesmo "convictos"...
Vivemos num Mundo de contrastes cada vez maiores e mais notórios...

Beijinho, Ana

Duarte disse...

Em Barcelona fizeram algo parecido, e em Madrid o contrario aos catalães. Bom, pelos menos estes não fazem correr sangue.

Um grande abraço

Ana disse...

Maria:
Enquanto não passarem disto não vem mal ao mundo.
Até há turistas a tirarem a fotografia ao pé do autocarro...
Se calhar era o que eu fazia se lá estivesse:)

Beijinho

Ana disse...

Duarte:
É uma autêntica campanha publicitária.
Será que dá algum resultado?
Eles acham que sim, senão não gastavam dinheiro naquilo.
Por cá ainda não há autocarros assim enfeitados.
Se houver, lá estou eu a tirar a fotografia para pôr no blogue...

Um abraço

Cris Caetano disse...

Vou morrer sem entender essa necessidade de brigarem entre si porque uns acham que deve-se acreditar em Deus e os outros não se conformam que se acredite. Acho uma grande bobagem, que diferença faz crerem ou não.
A notícia que saiu aqui foi a de que os catalães estavam copiando isso dos ingleses.

Beijinhos

Ana disse...

Cris:
É a eterna teimosia dos que entendem que os outros são todos uns imbecis.
A intolerância está na base de todos os conflitos.
E como vemos todos os dias, parece que é uma doença incurável.

Beijinho

Não consegui comentar no "Núvens". Tinha desaparecido o espaço para comentários.
Amanhã tentarei de novo.

poetaeusou . . . disse...

*
Jesus,
os vendilhões pululam,
multiplica os chicotes ...
,
VOLTEI . . .
,
alentado me sinto
com a tua visita,
,
navego,
no mar do contentamento,
espumando sophia,
entre o sal de pessoa
e a fenda de redol . . .
,
vagas de gratidão, deixo-te,
,
*

A. João Soares disse...

Querida Ana
Um bom tema para reflexão, embora a fé, as convicções religiosas, devem pertencer ao foro íntimo de cada um.
Recomendo a leitura do livro «Conversas com Deus» de Neale Donald Walsch, editado por Sinais de Fogo.
Deus existe desde os primeiros homens que o criaram para dele obterem as explicações que a sua inteligência não conseguia descortinar. Inventaram uma quantidade de Deuses tantos quantos os inigmas da Natureza e, mais tarde outros filósofos criaram outros ou um único, mas só deles, para fazer face a aspectos próprios das suas civilizações.
Portanto, Deus existe e é necessário, estando dentro de cada um de nós, o nosso bom senso, a que nem sempre damos ouvidos e ao qual não veneramos tanto como devíamos.
E, depois destes acicates para a reflexão dos leitores, deixo-lhe um abraço de veneração pelo amor universal, sem pensar nos vários deuses que incitam as pessoas a hostilizarem os adoradores de outros deuses e a irem para as guerras, como se vê no Médio Oriente.
Beijos
João

Ana disse...

Poeta:
Nem sabes a satisfação que me dás ao dares a entender que a minha "forcinha" pelo teu regresso deu algum resultado.
Fico mesmo contente, acredita.
És um dos meus "velhos" (entre aspas, nota bem) amigos da blogosfera.
Por isso, hoje levas um

Beijinho (que costumo reservar para as senhoras...)

Ana disse...

João:
Foi um comentário muito interessante, o seu.
A fé e as crenças de cada um não dizem respeito a mais ninguém.
E o fanatismo tanto se manifesta pelo lado de alguns crentes (seja lá qual for a religião que professam), como por parte dos ateus que insistem em querer toda a gente a pensar como eles.
O Médio Oriente é um dos piores exemplos de intolerância, no que às religiões diz respeito.
Deus não tem servido apenas para venerar.
Tem sido pretexto para as mais inqualificáveis acções que dizem ser cometidas em Seu nome.

O Homem é um ser muito complexo...

Abraço

Duarte disse...

Ana, aqui em Valência tampouco, seria motivo para sair o Duarte com máquina em riste. Aguardemos.
Espero essa reportagem tua, tão no teu jeito, que aprovo.

Abraços amigos

Ana disse...

Duarte:
Vamos a ver então a qual dos dois sai a sorte grande, se é que vai saír...

Abraço

ponta direita disse...

A existência e Deus e a vida para além da morte são dois temas apaixonantes que dão lugar a mil debates sem que alguém consiga convencer quem pensa de forma contrária.
É quase como a questão da mão na bola ou da bola na mão. Com a diferença que esta é muito mais importante do que a da existência de Deus.
Podemos não ter a certeza sobre quem criou o Mundo mas sabemos (e temos IMEEEEENSO orgulho nisso)quem é o melhor do Mundo...

Ana disse...

Ponta Direita
Como é possível vir aqui um entendido em matérias futebolísticas pôr em causa o feito mais relevante (em todo o mundo civilizado, ainda por cima) do mês?
Melhor dizendo: do ano inteiro, quiçá da década?
Só pode ser mesmo inveja.
Compreende-se, já que o rapazinho é um verdadeiro Adónis.
Ou assim o dizem as apreciadoras da matéria.
Eu, é mais cabidela, sarrabulho e isso.

Abraço

Ze_Cuscopos disse...

Cara vizinha Ana,

Ateu mas o que é isso?

Pel'amordasanta!

Toda a gente sabe que ou há ou não há. Isto do meio termo... tem muito que se lhe diga!!!

O que sei é que não há motivo algum que justifique uma guerra!

Como escreveu Gilbert Sinoué, num livro fantástico chamado Avicena ou O caminho para Ispahan, referindo-se ao que Ali ibn Sina pensava, "Pela segunda vez em poucos meses, ele ia ser testemunha impotente de novas carnificinas. Não pôde deixar de pensar nos estratagemas empregados pelos homens de uma mesma religião para se matarem uns aos outros, e voltou-lhe ao espírito um versículo alcorânico: «Nós nunca punimos antes de termos enviado um apóstolo.» Todos ali sabiam perfeitamente que o islão proíbe a um muçulmano derramar o sangue de outro muçulmano. Proíbe igualmente toda a espécie de guerra, com excepção da guerra santa. Só é legítima uma guerra cuja objectivo final seja religioso, isto é, que sirva para impor a shari'a, a lei sagrada, ou para impedir uma transgressão contra ela. Nenhuma outra forma de guerra é legal, tanto no interior como no exterior do Estado islâmico." (obra citada, pg. 312, Difel).

Para além de descrever magnificamente a manipulação que sempre existirá, é suficiente para percebermos que enquanto julgarem poder fazer uma guerra santa (que incongruência, ó Céus!) não haverá volta a dar a isto!

E, de facto, existem temas muito polémicos, mas que, acho eu, nem por isso devem ser impeditivos de uma reflexão profunda e de uma procura, que pode não ser de respostas, mas sim de convicções pessoais!

E orientada para o bem, pessoal e colectivo!

Desculpe o abuso no comentário e... À Sua!!!

Hic Hic Hurra

PS - Para o comentador A. João Soares: Tive a oportunidade de ler todas as conversas de Neale D. Walsch e recomendo-as vivamente! Apesar de orientadas para uma realidade diferente, a da sociedade norte-americana (in God we trust), sem dúvida que trará magníficos momentos de reflexão a quem as ler. Quer seja crente ou não!

Ana disse...

Caro Zé:
Gostei muito do seu comentário.
Tudo vai dar sempre á velha questão da fé. Ou se tem ou não se tem.
Que isto justifique qualquer guerra será sempre incompreensível para quem não for um fanático.

À sua!