segunda-feira, 18 de maio de 2009

UM DISNEYWORLD À NOSSA MEDIDA

Andávamos nós em processo de entristecimento gradual com a partida dos Três Porquinhos, vitimados pela nova estirpe de vírus que por aí anda a fazer das suas, quando deparámos com a última edição dum semanário de referência que traz uma entrevista concedida na longínqua China por uma personagem digna duma animação Disney (ou Pixar, ou coisa parecida).
Temos portanto para consumo interno, e não só, um TIO PATINHAS E OS TRÊS PRIMINHOS.
Porreiro, pá.
O Tio Júlio Donald (conhecido carinhosamente em Cascais por "Tio Patinhas") vive a esconder-se de jornalistas da TVI e do Público, encafuado na sua mansão de luxo, entre banhos de piscina aquecida e ordens de transferência das suas moedas de ouro, para ilhas muito, muito longínquas, verdadeiros paraísos segundo a versão dos mais invejosos.
Já a mana Adelaide Hortênsia mora em Lisboa e passa os dias amargurada pelo desaparecimento duns registos que provavam ser ela a proprietária do modesto T zero que ocupa esporadicamente.

Parece que o Tio Júlio, que é sovina, foi falar com um dos seus sobrinhos - o ZÈZITO (também conhecido por "MENINO d'OURO" - dando-lhe conta dum interessante negócio que metia lavandarias, cabines de duche escocês e panelas de pressão.
Quando a coisa chegou aos ouvidos do PRIMO HUGUITO, não esteve este com hesitações e, batendo o portão da moradia da Quinta do Lago, enfiou-se no Porsche enquanto o diabo esfrega um olho e, prego a fundo, rumo a Lisboa, saiam-me da frente que isto é uma pressa e eu também tenho direito a comer com a família.
Vai daí, salta-lhe um cão à estrada, a travagem brusca faz-lhe bater com a língua nos dentes e, facto extraordinário, tem uma visão com o Dalai Lama.
Doravante não descansará mais até abandonar de vez a sua vida de betinho e dedicar-se de alma e coração às artes marciais, lá para as bandas de Shaolin onde já é conhecido por "WO GUO"- "O GUERREIRO PROFUNDO".

O PRIMO ZÈZITO, que tinha vindo a somar, paulatinamente, licenciaturas por fax, em várias artes (não marciais), após muita prática em prestidigitação, contorcionismo, magia, malabarismo e forças combinadas, é hoje dono dum circo onde não faltam palhaços.
Uns, ricos.
Muitos, pobres.

Falta ainda o TERCEIRO PRIMINHO da história.


O LUIZITO permanece, por enquanto, remetido ao silêncio e sem que os jornais falem na sua existência.
Há quem diga que se encontra, incógnito, nos Açores, a estudar os segredos do anti-ciclone, os centros de altas e baixas pressões e assim.
A bem da Família.

Mas o senhor dos duches escoceses é que sabe.

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10 comentários:

poetaeusou . . . disse...

*
huuuummm
por isso andam á procura
do Gaiteiro de Hamelin !!!
Peste Negra, ratos . . .
srsrsr,
,
conchinhas serenas,
deixo,
,
*

Duarte disse...

Regresso informado, como se nota que ando distante desses acontecimentos... e desses meios de comunicação!

Beijinhos

Cris Caetano disse...

:) Ai Ana, esse teu jeito pra "criar" histórias é fantástico, mas como nem tudo são flores... pena que há vítimas, os contribuintes...

Beijinhos

vitelino canos disse...

As pressões, altas e baixas,estão na moda. Até há pouco era um termo da gíria muito gira do futebolês e designa a forma como uma equipa aperta com a outra para não a deixar jogar.
Agora é o tipo da Mota, o Lopes, que achou seu JUST puxar dos cartões de visita do tio Alberto e do padrinho José para exigir o arquivamento do incómodo Frioporco, coisa suína que vai alastrando.
Eu acho que aqui há gato. Será que o JUST sou eu?

Ana disse...

Poeta,
Isto já lá não vai com gaiteiros.
A rataria hoje sabe muito e não é sensível à música...
Só com 605 forte, mas ouvi dizer que deixou de estar à venda no mercado...

Beijinho

Ana disse...

Duarte,
Para quem não tem acesso às notícias de cá, é muito difícil entender a "história" deste post.
Tudo tem a ver com corrupção, favores, pressões exercidas sobre magistrados para impedir que a justiça siga o seu rumo e no meio disto tudo, negociatas de familiares do nosso chefe do Governo.
Existe um inquérito em Inglaterra em que um cidadão escocês acusa o nosso "primeiro" de ter reebido "luvas", há uns anos, quando era ministro do Ambiente (no governo de Guterres), para licenciar a construção dum "outlet" (o Freeport) em zona de reserva natural protegida.
A licença foi conseguida, houve tráfico de influências e há quem tente abafar o caso, peo menos até às eleições.

Beijinho

Ana disse...

Cris,
Pelo que oiço e leio sobre o que se passa noutros países, no que toca a trafulhices não estamos sòzinhos.
É um ver se te avias em todo o lado.
Como bem deves saber por aí...

:))))

Beijinho

Ana disse...

Vitelino Canos
(belíssimo nome),

Desconhecia a expressão, empregue nos relvados.
Mas existe alguma coisa cá neste cantinho onde o futebol não esteja presente?

Lembrei-me agora do Mário Simões e do "Lápis do LOPES".
A que se seguíu "A Borracha do Rocha".
A grande alegria desta gente seria arranjar um "Rocha" com uma borracha suficientemente grande para apagar todo este processo que já cheira pior do que a ETAR de Alcântara.
Se ali há gato, já deve estar morto com certeza, tal é o pivete.

O Tio Alberto (o que eu gosto dele!) vai fazendo uns sorrisos amarelos e não se dá por achado.
O que é preciso é deixar correr o marfim e não fazer ondas até às eleições.

It's JUST one of those things...

Beijinho

Maria disse...

Ontem estive HORAS a tentar comentar-te - népia. Boicote da "sem fios".
Achei a tua estória deliciosa (à nossa medida...)

Porque não pensas em reunir todas as estórias e "torná-las" um livro? Prometo fazer publicidade e comprar uns dez, ou vinte...
Antes das legislativas, que tal?
:))

Beijinho, Ana

Ana disse...

Hehehehe, ó Maria, então tu agoras vens-me com propostas desonestas, melher?

:)))))))

É sempre muito agradável saber que alguém gostou do post que escrevemos.
Claro que, relativamente a este, em concreto, quem não leu a entrevista do Hugo Monteiro ao Expresso não achará piada nenhuma.

Tu achaste alguma e eu fico contente.

Beijinho